
Aquela estranha seqüência de barras pretas e brancas, indecifráveis
para nós, nada mais é que a representação de
um pequeno conjunto de números e/ou letras, impressos de uma forma
que o leitor óptico possa interpretar: o preto retém a luz
e o branco a reflete, de forma que o leitor capture os sinais e interprete
qual a seqüência de números (ou letras) representada pelas
barras.
Mesmo sendo um sistema conceitualmente simples, é à base da
tecnologia de automação comercial.
Tipos de Códigos de Barras
O desenho das barras não é sempre igual, há diferentes
tipos (simbologias), ou seja, diferentes critérios para combinar
barras claras e escuras. A seqüência “123”, por exemplo,
pode ter diversas representações, dependendo do tipo de código
utilizado.
Um leitor óptico não é capaz de ler qualquer código
de barras, ele deve estar devidamente habilitado (configurado) para cada
tipo que lhe for apresentado, a fim de conseguir interpretar o código.
Os leitores a laser (muito usados no comércio) geralmente são
configurados por comandos de programação impressos em menus
(cartões) de códigos de barras, ou então por envio
de comandos pela porta serial do micro. A grande maioria das lojas de varejo
tem seus equipamentos configurados para ler os padrões EAN e UPC,
mas geralmente também lêem o código 3 de 9 (cada tipo
será explicado adiante).
Além de haver diferentes combinações de barras, alguns
códigos possuem um conteúdo de dados padronizado, ou seja,
a seqüência de números representados é organizada
de uma determinada forma (cada posição tem um significado).
Isto ocorre, por exemplo, com o EAN13, UPC12 e demais padrões de
codificação estabelecidos e controlados internacionalmente.
Outros códigos, como o 39, são livres, ou seja, quem for usá-lo
tem a liberdade de posicionar os números e letras livremente.
A principal vantagem de se trabalhar com um padrão internacional
rígido é que cada produto terá seu código exclusivo,
aplicável no mundo inteiro, sem repetição, o que possibilita
a integração e a troca de informações entre
os vários elos da cadeia produtiva: do fabricante ao consumidor final,
o código acompanha o produto. A contrapartida é a burocracia:
a empresa deve se cadastrar no órgão responsável (EAN
- European Article Numbering - responsável pelos códigos no
mundo inteiro, exceto Estados Unidos e Canadá, em que o responsável
é o UCC - Uniform Code Council), a fim de receber um ID que a identificará
exclusivamente dentro do código de barras. É evidente que
sem tal burocracia seria impossível existir este sistema organizado
de codificação em escala global.
Já os códigos livres (não padronizados) têm a
vantagem de permitir sua personalização, criando uma lógica
para incluir todas as informações que precisa (veja o Box
1 - “Código interno personalizado”). É possível,
por exemplo, criar um código que contenha a sigla do fornecedor,
o código da categoria, o código da linha, o código
da cor, e qualquer informação que permita à empresa
descrever um produto apenas olhando seu código. É possível,
até mesmo, incluir neste código o número de série
do produto, para acompanhá-lo individualmente, fornecendo uma informação
valiosa à empresa. Por outro lado, a abrangência do código
não padronizado se limita à própria empresa (ou a um
determinado grupo que compartilhe a mesma lógica em seu sistema).